quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Centro Interno de Equilíbrio



Um Ponto de Vista Correto Para Olhar a Realidade  
 
 
John Garrigues
 
 
A imagem de um ponto no meio de um
círculo simboliza o centro da vida universal
 
 
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A matemática e a geometria têm dimensões
sagradas, e o texto a seguir estimula uma
visão geométrica da vida.  A partir de uma
percepção da unidade de cada indivíduo
com o planeta Terra, o artigo mostra a relação
direta inevitável que há entre três fatores: 1) A
obtenção de um verdadeiro autoconhecimento;
2) O desenvolvimento de uma visão planetária  e
impessoal da vida; e 3) O cumprimento individual do
dever ético. O texto é um guia para meditação, e está
diretamente ligado às primeiras páginas do Proêmio da
obra “A Doutrina Secreta”, de Helena P. Blavatsky.
 
“O Centro Interno de Equilíbrio” foi publicado pela
primeira vez, sem nome de autor, na revista “Theosophy”,
de Los Angeles, em maio de 1922, p. 221. Uma análise
do seu conteúdo e estilo indica que foi escrito por John
Garrigues (1868-1944). Título Original: “A View-Point”.
 
(C. C. A.)
 
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Exatamente no centro da Terra há um ponto de perfeito equilíbrio. Vacilar a partir dele em qualquer direção provoca uma perda de equilíbrio e coloca em ação forças instáveis. Este é um fato multidimensional.
 
Cada esfera, desde um átomo até o sistema solar, tem o seu ponto de equilíbrio. É nele que todas as forças têm igual influência e a harmonia reina suprema.
  
 
 
É nele que podemos encontrar o nosso lugar, num plano que não é demasiado elevado, nem demasiado baixo. Este é o ponto que podemos considerar realmente nosso. Ele não é nosso no sentido de posse pessoal, mas no sentido de que nele encontramos o lugar próprio para aquilo que é Supremo. 
 
Uma vez que encontramos o ponto de equilíbrio em nós próprios, reconhecemos que ele está em toda parte, e o vemos como Aquilo sobre o qual todos os mundos se apóiam. Não chegamos ao ponto de equilíbrio indo para um ou outro lugar, mas simplesmente reconhecendo-o.
 
Quando isso acontece, podemos observar com clareza a ação das forças que fluem do mundo interno para o mundo externo, e do mundo externo para o interno. Os pares de opostos da vida podem ser vistos então como simples linhas de energia, divergentes, vibrantes, espalhando-se desde o centro para a circunferência ilimitada do círculo, e vindo de volta para o centro, passando pela sombra externa que rodeia o eu superior. 
 
Expressões como “uma meta estável”, ou “meditação de uma vida inteira”[1] só fazem sentido quando vemos que uma coisa é agir em qualquer direção a partir deste centro, e outra coisa, muito diferente, é deixar que a consciência siga esta ou aquela linha de força, até que a consciência fique identificada com tempo, lugar e condição. A identificação com o que é agradável ou desagradável, com dor e prazer ou esperança e desânimo, é o resultado desta perda de equilíbrio. 
 
Este lugar não é um “lugar” situado no espaço e no tempo. Quando ele é percebido pelo sentimento e pela compreensão, então nós vemos que o nosso dever mais elevado consiste em esforçar-nos com uma firme determinação para permanecer em paz e em contato com o centro de equilíbrio, sem perturbar-nos por coisa alguma que possa acontecer. Nosso dever consiste em agir desde este centro para equilibrar gradualmente todas as causas e efeitos dentro da nossa esfera de ação, mesmo que sejam necessárias várias encarnações para conseguir a meta. O chamado mito da “música das esferas” não é um mito, mas uma realidade transcendental.
 
Deste ponto de vista, parece simplesmente absurdo que alguma vez tenhamos desejado cumprir um dever que não era o nosso, ou ocupar o lugar de outra pessoa, por mais agradável que ele pudesse parecer quando comparado com a desarmonia e as limitações que nos rodeiam.  
 
Cada ser humano deve fazer os ajustes adequados dentro da sua própria esfera. Ao fazê-los, ele não trabalha apenas para o seu bem individual, mas para o bem de todos, porque percebe que este centro é o único Centro de tudo o que há. [2]
 
Assim, é inútil arrepender-se ou lamentar-se, ou ter vontade de estar em qualquer outro lugar diferente daquele em que se está. Em algum momento, em algum lugar, cada indivíduo deve realizar esta tarefa. Mantendo uma firmeza de sentimentos, podemos Erguer-nos e dedicar-nos, com uma decisão inabalável, ao cumprimento do nosso dever.
 
 
NOTAS:
 
[1] Em teosofia original, pratica-se meditação ou contemplação durante as 24 horas do dia. Isso pode ser chamado de “meditação da vida inteira”. Veja o texto “A Contemplação”, de Damodar Mavalankar, que pode ser encontrado através da “Lista de Textos por Autor” no website www.FilosofiaEsoterica.com . (C. C. A.)
 
[2] Segundo a filosofia esotérica, a vida é um círculo cuja circunferência não está em parte alguma, e cujo centro está em toda parte. O chamado “círculo de Pascal” é discutido em “A Doutrina Secreta”, de H. P. Blavatsky. (C. C. A.)
 
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Para ter acesso a um estudo diário da teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br  e pergunte como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.
 
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Artigo originalmente publicado em www.FilosofiaEsoterica.com



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um Compromisso


www.FilosofiaEsoterica.com, O Teosofista,
www.TeosofiaOriginal.com, SerAtento, E-Theosophy,
www.TheosophyOnline.com, www.Esoteric-Philosophy.com,
The Aquarian Theosophist, www.VislumbresDaOutraMargem.com, 
Um Compromisso


N
unca irei buscar nem aceitarei uma salvação particular ou individual; jamais entrarei sozinho na paz da libertação final, mas sempre e em todo lugar viverei e me esforçarei pela libertação de todos os seres no mundo inteiro.
Kwan Yin [1]


[1]  O Compromisso acima define o caminho teosófico da compaixão universal, ensinado na obra “A Voz do Silêncio” e em outros escritos de H. P. Blavatsky.   A intenção que ele retrata abrange diversas encarnações.  O texto está publicado no livro “Notes on the Bhagavad Gita”, Theosophy Company, Los Angeles, 1986,  p. 152, e na obra “The Friendly Philosopher”, de Robert Crosbie,  Theosophy Co., p. 357.  O  Compromisso é discutido no artigo “A Motivação Correta”, de John Garrigues, que está disponível online nos  websites www.FilosofiaEsoterica.com  ,  www.TeosofiaOriginal.com  e  www.VislumbresDaOutraMargem.com e www.AmigosDaTeosofia.blogspot.com.br .

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Como a Teosofia Vê o Nazismo




Filosofia Esotérica Ensina Respeito Por
Todos os Povos, e Pela Autonomia de Cada Cidadão
 
 
Carlos Cardoso Aveline
 
 
 
 
Quando chega a hora do amanhecer, nada
mais pode deter o nascimento do sol da verdade
 

 
Os editores de www.FilosofiaEsoterica.com e seus websites associados recebem com certa frequência mensagens de amigos e leitores perguntando como a Teosofia vê o Nazismo.  
 
O tema é, a nosso ver, da maior importância.
 
Existe toda uma linha de atividades pseudo-místicas procurando misturar nazismo com sabedoria esotérica.  É possível que o Vaticano esteja interessado nisso.
 
Há muitos séculos os papas e seus cardeais mais próximos perseguem a teosofia e toda forma de pensamento livre. No século vinte, o Vaticano apoiou o nazismo e o fascismo. É bem conhecido o fato de que Adolf Hitler jamais foi criticado pelo Papa. As relações da cúpula da igreja católica com o fascismo de Mussolini, primeiro, e mais tarde com a máfia italiana, sempre foram discretamente íntimas, mas também deram origem a diversos  escândalos de grande porte. As repetidas notícias de crimes envolvendo a alta cúpula do Vaticano, inclusive no século 21, são apenas a ponta do iceberg.
 
É um dever da teosofia original mostrar o fato básico de  que, além de serem criminosos e  genocidas, Adolf Hitler e seus assessores foram magos anti-evolutivos. Suas técnicas de hipnotismo coletivo através de propaganda, e o seu uso sistemático de slogans com efeito de mantras,  bloquearam a autonomia do pensamento dos cidadãos na Alemanha e alguns outros países. O processo de lavagem cerebral através de slogans mantrâmicos foi semelhante ao usado por Joseph Stálin ao dominar as mentes da maior parte dos cidadãos da então União Soviética.
 
Sendo sombra espiritual, o nazismo imitava a luz. Ele roubava conceitos de filosofia para promover crimes contra a humanidade.
 
De modo semelhante, durante séculos o Vaticano torturou e matou centenas de milhares de pessoas, chamadas de “hereges”, cometendo tais crimes em nome de Jesus, o príncipe da paz, e do Deus de Amor. Até mesmo o pensador luso-brasileiro Antônio Vieira viveu durante anos como prisioneiro nos cárceres da Inquisição, sobrevivendo em condições desumanas e respondendo a interrogatórios intermináveis, feitos sempre “em nome de Deus”.  
 
O que a teosofia tem a dizer sobre o nazismo?
 
Apresentamos a seguir uma seleção de títulos de textos de nossos websites que mostram a verdade sobre a relação entre a filosofia esotérica, a sabedoria, o nazi-fascismo,  o anti-semitismo,  o racismo e o desrespeito pela vida em geral, nas suas várias dimensões, ligações e aspectos.  
 
Incluímos também alguns títulos sobre os próximos passos da nossa humanidade e sobre como os leitores e cidadãos podem transformar-se em operários livres da fraternidade universal e da democracia participativa em escala simultaneamente local e planetária.
 
Cada um dos títulos pode ser localizado através da Lista  de Textos em Ordem Alfabética em  nosso website  www.FilosofiaEsoterica.com:
 
1) Blavatsky, ONU e Democracia;
 
2) A Teosofia e a 2a. Guerra Mundial;
 
3) O Significado da Suástica (de Joaquim  Soares);
 
4) A Teosofia da Civilização Futura;
 
5) Informe sobre Jung e a Teosofia;
 
6)  Jung Escreve Contra a Teosofia;
 
7)  A Teosofia e o 'Bardo Thodol';
 
8)  Freud, Jung e a Religião  (de E. Fromm);
 
9)  Carl Jung, a Ética e a Psicologia (de E. Fromm);
 
10)  O Racismo em Nome da Teosofia;
 
11)  Leadbeater Diz que Matou Brasileiros;
 
12)  Deus e Guerra no Oriente Médio;
 
13) O Islamismo é Maior Que a Violência;
 
14)  Onze Aforismos da Tradição Judaica;
 
15)  Duas Orações Pela Paz;
 
16)  O Inquisidor (poema de Augusto de Lima);
 
17) O Poder de Sugestão (de Robert Crosbie);
 
18)  A Filosofia Planetária de Barack Obama;
 
19) O Aprendizado de Barack Obama;
 
20) Meditando pelo Despertar do Brasil;
 
21)  Meditando pelo Despertar de Portugal; 
 
22) Meditação pelo Despertar Planetário.
 
O assunto “nazismo, anti-semitismo, democracia e teosofia” é importante por diversos motivos.   Mencionaremos apenas um: é  através da derrota das propostas autoritárias -   religiosas, como no caso do Vaticano,  e políticas, como no caso do nazismo - que floresce a liberdade de pensamento. 
 
A liberdade de pensamento permite a expressão da alma. Ela torna necessária a auto-responsabilidade, e leva passo a passo à compreensão da lei da fraternidade universal. Isso nem sempre é fácil: o fato de viver requer discernimento. O caminho da sabedoria ensina a pensar por si mesmo e a ver com independência o que é joio e o que é trigo.
 
Assim, uma das prioridades dos teosofistas é estabelecer uma clara diferença entre a magia e a atitude altruístas, que respeitam a diversidade da vida, e a magia e a atitude egoístas, que a desrespeitam. Erich Fromm escreveu com grande clareza sobre este ponto decisivo.
 
Por outro lado, talvez seja prioridade para os adversários da filosofia da sinceridade estabelecer uma confusão entre estes dois campos de forças magnéticas.
 
Os infelizes que se identificam com a ignorância espiritual tentam retardar o inevitável surgimento da verdade. Eles preferem ficar apegados medrosamente ao sofrimento que conhecem, ao invés de viver a felicidade interior que ainda não conhecem -; a felicidade de ser sincero. Porém, quando chega o momento em que deve surgir o novo dia, ninguém mais tem o poder de impedir o lento nascer do sol. A luz começa a surgir em pequena escala, sem pressa, e depois se amplia. O sol brilha então iluminando democraticamente a todos os seres. As coisas ficam claras, e a sombra não consegue mais imitar a luz com eficiência.   
 
O século 21 é o século do despertar, segundo Helena Blavatsky. De fato, a cada dia se torna mais fácil perceber e participar ativamente do nascimento de uma civilização fraterna. Mas ela é construída de dentro para fora. Ela surge da alma de cada um, e se irradia em direção ao mundo, e ilumina o mundo como um pequeno sol.        
 
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